
O médico Wesllen de Andrade André foi aprovado na Residência em Clínica Médica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), uma das mais concorridas da região. O resultado foi divulgado nesta semana e marca um momento decisivo de sua trajetória acadêmica, construída ao longo da graduação no Centro Universitário Unifacisa, em Campina Grande.
A conquista representa anos de dedicação aos estudos, participação ativa na vida acadêmica e envolvimento com a prática médica. Wesllen relata que a aprovação teve um significado especial, comparável ao ingresso no curso de Medicina.
“Essa aprovação foi algo que me marcou muito, foi algo muito feliz na minha trajetória acadêmica. Quando eu vi o nome na lista, realmente foi algo memorável, foi algo como se eu tivesse a mesma sensação de quando eu fui aprovado em Medicina aqui na Unifacisa”, afirmou.
Influência familiar e decisão profissional
O interesse pela Medicina surgiu ainda antes da graduação, influenciado por vivências pessoais e familiares. Wesllen relata que problemas de saúde enfrentados por familiares foram determinantes nesse processo.

“Na semana do vestibular da Unifacisa, meu pai teve um problema de saúde e precisou de atendimento. Ele ficou um tempo internado e, ao acompanhar o dia a dia do hospital e a dedicação em ajudar as pessoas, isso foi algo que me encantou”, ressaltou.
Ele também cita a influência do pai, bombeiro militar, como fator importante na escolha profissional.
“Meu pai é bombeiro militar e mexe com isso de salvar vidas. Então é algo que me encantou e fez a minha vida realmente escolher isso enquanto profissão”, afirmou.
Formação acadêmica e postura ativa
Durante a graduação na Unifacisa, Wesllen participou de atividades científicas, apresentações de trabalhos e projetos acadêmicos. Para ele, a estrutura da instituição foi fundamental, mas sempre aliada ao esforço individual.
“A instituição é importante, a estrutura faz a diferença, mas você enquanto aluno não pode estar de forma passiva esperando que o conhecimento chegue até você. Você tem que ter uma formação ativa”, disse.
Ele reforça que o estudante precisa assumir protagonismo no próprio aprendizado.
“Eu não posso ficar sentado esperando que o conhecimento chegue até mim. Eu preciso estudar, procurar o máximo, aprender o máximo com os professores e professoras”, completou.

Pandemia, internato e amadurecimento
A trajetória acadêmica foi atravessada pelos desafios da pandemia da Covid-19. Wesllen relembra o período como difícil, mas marcante.
“Todo mundo ainda estava de máscara, estudando em meio à Covid-19. Teve dificuldades, mas foi tudo muito marcante. Eu fui muito feliz na Unifacisa.”, recordou.
O internato foi decisivo para confirmar a escolha profissional.
“O internato foi algo que realmente me mostrou o que é a Medicina na forma prática, na forma ativa, nos últimos dois anos. Foi ali que eu tive certeza de que é isso que eu queria para a minha vida”, afirmou.
Relação com a Unifacisa e impacto social

Para Wesllen, a Unifacisa representa mais do que estrutura física. Ele destaca o papel do corpo docente e dos projetos de extensão na formação médica.
“A Unifacisa não é só estrutura. A estrutura é impecável, não podemos reclamar de nada, mas a Unifacisa também é composta pelas pessoas, pelo corpo docente, pelos projetos sociais”, disse.
Entre essas experiências, ele cita projetos de humanização e contato direto com a população.
“Projetos como o Alegria do Plantão nos colocam em contato com a população de Campina Grande e região. Tive contato com várias crianças, o atendimento SUS do Hospital HELP. Isso prepara a gente no caráter educacional e social”, pontuou.
Gratidão e poder transformador da educação
Ao final da graduação, o sentimento predominante é de gratidão.

Wesllen afirma que o Centro Universitário Unifacisa foi, durante anos, o espaço onde mais viveu experiências marcantes.
“O Centro de Estudos Lucas Alves, da Unifacisa, foi a minha casa. Passei mais tempo ali do que em qualquer outro lugar. Hoje, quando entrei novamente aqui, passou um filme de tudo o que vivi estudando, muitas vezes sem saber se era dia ou noite, se fazia sol ou chuva, acompanhado por um sentimento de dever cumprido, a certeza de que todo esforço valeu a pena”, relatou.
Ele reforça que o esforço dedicado aos estudos valeu a pena.
“O conhecimento ninguém pode tirar da gente. Estrutura física pode se perder, mas o conhecimento ninguém rouba”, afirmou.
Para o médico, a educação tem impacto direto na transformação social.
“A educação transforma vidas. A educação de uma pessoa pode transformar a vida de todas aquelas pessoas que estão ao redor”, finalizou.

