O avanço do sedentarismo preocupa especialistas em saúde no Brasil. Segundo a coordenadora do curso de Educação Física da Unifacisa, Conceição Carvalho, a inatividade física tem ampliado o número de doenças crônicas e afetado a saúde mental. O alerta reforça a importância da prática regular de exercícios e da atuação de profissionais qualificados na promoção da saúde.
A redução do movimento diário e o aumento do tempo de tela estão entre os principais fatores associados ao problema. O cenário impacta diferentes sistemas do organismo e exige atenção de instituições de ensino e da sociedade.
“A inatividade física cria um cenário propício para o surgimento de diferentes condições crônicas, porque interfere em mecanismos fundamentais do funcionamento do corpo”, explica.
Sedentarismo e doenças crônicas
A inatividade física interfere em mecanismos essenciais do corpo. Isso favorece o surgimento de diversas condições crônicas.
Entre os principais problemas associados estão:
Impactos na saúde mental e muscular
Os efeitos do sedentarismo vão além do sistema cardiovascular. A saúde mental também é afetada.
Depressão, ansiedade, distúrbios do sono e aumento do estresse estão relacionados à ausência de atividade física. O exercício ajuda a regular neurotransmissores como serotonina, dopamina e endorfina.
A inatividade também favorece a perda de massa muscular e óssea. Isso pode levar a:
Educação Física como estratégia de prevenção
Nesse contexto, a Educação Física ganha destaque como aliada na prevenção de doenças crônicas. O profissional da área atua na elaboração de intervenções seguras e individualizadas.
Segundo a coordenadora, o exercício físico pode ser utilizado como ferramenta terapêutica e de mudança de estilo de vida.
“O profissional de Educação Física transforma recomendações gerais em intervenções seguras, planejadas e individualizadas, utilizando o exercício como uma ferramenta terapêutica e de mudança do estilo de vida”, destaca a coordenadora.
O curso de Educação Física da Unifacisa oferece formação integrada às ciências da saúde. A proposta é preparar profissionais para atuar na promoção da saúde individual e coletiva em diferentes fases da vida

