26 de abril de 2023

Professora do curso de medicina da Unifacisa fala sobre o mercado de trabalho para a área de dermatologia

Anos atrás, o uso de tecnologia era muito ligado à ciência ou à engenharia. Hoje, a realidade é outra. Estudos da American Academy of Dermatology (AAD) indicam que quando se trata do uso da tecnologia no cuidado da pele, o futuro é agora. A dermatologia é uma especialidade médica que trata doenças da pele, cabelo e unhas, e tem sido beneficiada pelo uso das novas tecnologias que oferecem diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes.

Os constantes progressos tecnológicos romperam barreiras e, atualmente, são largamente utilizados em prol da saúde da pele ou da beleza e, até o momento, os resultados desses avanços têm sido eficientes e seguros. Essas tecnologias ajudam os dermatologistas a diagnosticar e tratar várias doenças de pele, incluindo acne, psoríase, rosácea e câncer de pele.

Novidades como aplicação de lasers, luzes pulsadas, microscópios confocais e sistemas de imagem avançados, estão se destacando como solução para a flacidez, rugas, cicatrizes e acne severa na pele, bem como no diagnóstico e tratamento de uma ampla gama de doenças de pele. 

Segundo a Dra. Rossana Fischer Veras Mascena, Ma. em Tecnologia e docente da disciplina Dermatologia e Estudos Interdisciplinares, do curso de medicina da Unifacisa, essa modernização na área coloca as oportunidades para médicos dermatologistas em evidência. Segunda ela, “o mercado de trabalho em dermatologia está sempre em ascensão. Se, por um lado o envelhecimento da população trouxe a necessidade de um despertar mais precoce para o cuidado com o maior órgão do corpo, que é a pele, de outro lado, vivemos uma sociedade midiática, exigente com a aparência, então precisamos entender os limites que os procedimentos estéticos podem e devem dar aos pacientes.”, disse. 

Dentro desta realidade, a médica ainda fez um aviso de que “em um mundo recheado de ofertas milagrosas de curto prazo, caras, irreais e, por vezes, perigosas, ter ao seu lado um profissional capacitado e ético é, sem dúvida, o melhor caminho para balancear expectativa e realidade.”, frisou.

Nada obstante, fazendo um parâmetro com os estudos da AAD, Dra. Rossana citou quais são os tratamentos tecnológicos em destaque na área da estética: “os maiores avanços vêm das novas tecnologias, como os novos tipos de laser, ultrassom microfocado e outros equipamentos, vêm de procedimentos minimamente invasivos e que estimulam a produção do próprio colágeno do indivíduo, como os bioestimuladores e os fios de sustentação. Além desses, surge a possibilidade de entregar medicamentos através da pele, procedimento que chamamos Drug Delivery, enfim, há um mundo de possibilidades que vêm sendo constantemente aprimorado.”, citou.

Também citado pela médica o que está em alta do ponto de vista da dermatologia clínica: “o avanço no entendimento da fisiopatologia de algumas doenças, como, por exemplo, a dermatite atópica e psoríase, e no desenvolvimento de novas terapêuticas vêm produzindo uma verdadeira revolução na dermatologia e, por conseguinte, na qualidade de vida dos portadores dessas doenças.”, descreveu. 

Entretanto, foi relatado pela professora que as mudanças não foram, apenas, do ponto de vista clínico, mas também do ponto de vista do relacionamento com o paciente. Para ela, “antes as relações eram verticais, ou seja, o médico estava acima do paciente, hoje elas são transversais e compartilhadas.”, historiou. Também foi explicado por ela como os “tempos de redes sociais” influenciam os atendimentos na dermatologia: “outro ponto muito importante é que em tempos de redes sociais e os famosos ‘antes e depois’, a procura por melhores versões de si mesmos cresce a cada dia, mas os pacientes não desejam mais as grandes transformações. Hoje buscamos dar o melhor possível, mas de uma maneira natural.”, relatou. 

Por fim, a dermatologista pontuou quais são as maneiras de se especializar na sua área de atuação: “através do programa de residência médica, credenciado e reconhecido pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC), que, para a dermatologia, o período mínimo é de 3 anos. Outra forma é realizando uma especialização reconhecida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)  e, ao final do período, prestar uma prova para obtenção do Título de Especialista em Dermatologia (TED). Por fim, temos as pós-graduações latu sensu, onde os médicos têm uma formação teórico-prática, com uma carga horária menor, mas que ao final da pós-graduação e após um período comprovado de trabalho na área, também estão habilitados para prestar a prova do TED e se tornarem especialistas.”, encerrou. 

Por André Bojim - Assessoria de Imprensa Unifacisa

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